segunda-feira, 29 de novembro de 2010
PMDB DE SOBRAL COM PROBLEMAS
Eis os principais problemas do PMDB:
Ismerino Mendes pensa que ainda é presidente e manda no Partido.
Júnior Balreira não consegue manter o PMDB unido.
O PP (Partido Progressista), dos vereadores Zezão e Adauto Arruda, mostrou organização e está captando diversos pré-candidatos.
O PMDB só conseguiria eleger um membro para a Câmara Municipal.
Primeiro turno das eleições custou R$ 2,77 bi a candidatos, diz TSE
Os candidatos que concorreram no segundo turno à Presidência da República e ao governo de oito Estados e do Distrito Federal têm até esta terça-feira (30) para prestar contas à Justiça Eleitoral.
O maior custo em valores absolutos foi dos candidatos de São Paulo, Estado que concentra 22,31% do eleitorado nacional. As contas prestadas por 2.552 candidatos paulistas somaram R$ 482,04 milhões. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 30.301.398 votantes, o que representa um custo médio de R$ 15,91 por eleitor.
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais está logo abaixo de São Paulo no ranking de gastos com campanha.
Para conquistar os votos dos 14.522.090 eleitores do Estado, os 1.365 candidatos que prestaram contas revelaram despesa total de R$ 336,65 milhões. Na média, R$ 23,18 por eleitor. E o Rio de Janeiro, terceiro colégio do Brasil, teve também a terceira posição nesse quesito, com 1.911 candidatos que declararam ter gasto R$ 211,62 milhões para tentar conquistar o voto dos 11.589.763 eleitores fluminenses. A média foi de R$ 18,26 por eleitor.
Em nenhum desses três Estados houve necessidade de realização de segundo turno para governador.
MENORES GASTOS
Os dois Estados que apresentaram menores gastos de campanha ficam na região Norte do país. No Amapá, 237 candidatos prestaram contas revelando gastos de R$ 12,13 milhões. O Estado tem 420.799 eleitores. Mas esses números devem crescer, uma vez que a eleição para governador foi decidida apenas no segundo turno. Com isso, os dois candidatos que disputaram a chefia de executivo estadual devem prestar contas até amanhã.
O segundo Estado com menor despesa foi o Acre: R$ 15,2 milhões gastos por 315 candidatos. O Estado tinha 470.975 eleitores aptos.
GASTO POR ELEITOR
Proporcionalmente ao número de eleitores, contudo, o recorde de gastos foi em Roraima, Estado com 271.890 pessoas inscritas no cadastro eleitoral. Os 413 candidatos que prestaram contas em Roraima declararam custos de R$ 26,18 milhões. A média por eleitor ficou em R$ 96,30. Os valores finais serão ainda maiores, uma vez que os dois candidatos a governador que concorreram no segundo turno ainda não apresentaram suas prestações de contas à Justiça Eleitoral.
Os concorrentes de Tocantins e Mato Grosso ficaram em segundo e terceiro lugar em despesa proporcional ao eleitor, pois apresentaram gastos médios por eleitor da ordem de R$ 54,09 e R$ 54,04, respectivamente. Tocantins tem 948.920 eleitores, e os 229 candidatos tocantinenses que prestaram contas declararam despesas de R$ 51,33 milhões. Já em Mato Grosso, que tem 2.095.825 eleitores, os 332 candidatos informaram ter gasto R$ 113,25 milhões. Nesses Estados, a eleição foi decidida em primeiro turno para todos os cargos.
Nesse quesito, Paraíba e Pará foram os Estados onde o valor dos gastos por eleitor foi mais baixo em todo o país. Na Paraíba, para conquistar os votos dos 2.740.079 eleitores, os 327 candidatos que prestaram contas à Justiça declararam gastos de R$ 26,15, uma média de R$ 9,54 por eleitor. E no Pará, 658 candidatos revelaram gastos de R$ 52,28 milhões, média de R$ 10,96 por votante, uma vez que o eleitorado paraense conta com 4.768.457 inscritos.
DEPUTADOS
As disputas para os cargos de deputado federal e deputado estadual/distrital foram as que mais despenderam recursos em valores absolutos. Em todo o Brasil, as eleições para a Câmara dos Deputados e para as Assembleias Legislativas, de acordo com os dados prestados pelos próprios candidatos, resultaram em gastos da ordem de R$ 1,83 bilhão, ou 66,13% do total de R$ 2,77 bilhões gastos por todos os candidatos que disputaram o primeiro turno.
Para tentar uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, 4.658 candidatos em todo país declararam à Justiça Eleitoral gastos que somaram R$ 908,20 milhões. A despesa média foi de R$ 194,98 mil por candidato e de R$ R$ 6,70 por eleitor.
Goiás foi o Estado que teve a maior despesa média por candidato --R$ 488,27 mil, resultado dos gastos de R$ R$ 55,17 milhões feitos pelos 113 candidatos que prestaram contas. No cálculo por eleitor, Roraima teve a eleição mais cara para deputado federal: foram gastos, em média, R$ 48,26 por eleitor.
As menores despesas médias por eleitor nas eleições para deputado federal deste ano ocorreram no Ceará, onde 114 candidatos informaram despesa de R$ 20,20 milhões para tentar conquistar o voto de 5.881.584 eleitores, uma média de R$ 3,43. Por candidato, o Amapá revelou gastos médios de R$ 65,58 mil, a menor do país.
Já para os 1.059 cargos de deputado estadual/distrital, 11,63 mil candidatos em todo o Brasil informaram gastos de R$ 924,80 milhões. Na média por candidato, a despesa foi de R$ 79,53 mil. Por eleitor, R$ 6,82.
Roraima teve o maior custo médio por eleitor na disputa para a Assembleia Legislativa: de acordo com dados apresentados pelos candidatos, foram gastos R$ 32,27 por votante. A menor média foi registrada na Paraíba: R$ 3,52.
O Estado de Mato Grosso teve a eleição com maior média de gasto por candidato a deputado estadual: R$ 150,57 mil. A menor média por candidato a esse cargo foi em Roraima: R$ 25,28.
GOVERNOS
As disputas para os governos estaduais foram as que apresentaram maiores médias de gastos por candidato.
Segundo o TSE, 141 pretendentes revelaram, até o momento, despesas de R$ 560,52 milhões, o que significa uma média de R$ 3,98 milhões por candidato. Esses dados também devem sofrer alterações com as prestações de contas dos candidatos que disputaram o segundo turno.
No cálculo por eleitor, o pleito para as chefias dos poderes executivos estaduais custou em média, até o momento, R$ 4,13.
SENADO
Para o Senado, 248 candidatos prestaram contas, informando a realização de despesas de R$ 353,46 milhões, média de R$ 1,43 milhão por candidato. Para a chamada Câmara Alta, a eleição em todo Brasil custou, em média, R$ 2,61 por eleitor.
Os dez candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro que prestaram contas revelaram gastos de R$ 31,58 milhões, uma média de R$ 3,16 milhões por candidato, a mais alta do Brasil. Os cinco concorrentes ao Senado pelo Acre, por outro lado, revelaram gastos de R$ 523,98 mil, o que dá uma média de R$ 104,80 mil, a menor de todos os Estados.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Serra reage: “Lula mente e deixa governo com déficit público maquiado, inflação ascendente, o maior déficit de balanço de pagamentos da história"

O ex-governador José Serra (PSDB) respondeu nesta quarta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cobrou um pedido de desculpas do tucano pelo episódio da “bolinha de papel” durante a campanha presidencial (ver posts abaixo).
Serra disse que Lula está em campanha para 2014 ao “mentir”. já que foi de fato atingido por um objeto durante visita ao Rio de Janeiro, além de uma bolinha de papel: “Ele continua fazendo campanha, talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República”, afirmou.
(…)Serra disse que o petista vai deixar uma “herança bastante adversa” para sua sucessora Dilma Rousseff (PT) com problemas na economia do país. “Está deixando um grande nó para o próximo governo, um nó de difícil solução que vai custar muito caro ao país: déficit público maquiado, inflação ascendente, o maior déficit de balanço de pagamentos da nossa história, câmbio supervalorizado com o crescimento descontrolado das importações.”
O tucano classificou de “megalomaníaco” o projeto de construção do trem-bala do governo federal e se mostrou contrário à recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). “Essa história de que vai repartir CPMF entre governo federal, Estados e municípios é conversa.”
Serra se reuniu no Congresso com lideranças do PSDB na Câmara e no Senado para fazer um balanço da campanha eleitoral.
O tucano fez mistério sobre seu futuro político ao afirmar que não tem planos para as próximas eleições. Ele negou que esteja negociando sua indicação para a presidência do PSDB ou do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao partido. “Não estou em campanha. Estou me recuperando fisicamente da campanha, procurando trabalho, decidindo o que vou fazer para ganhar a vida. E vou continuar, como desde os 20 anos de idade, no trabalho político.”
DILMA COMEÇA A TRAIR POPULAÇÃO. NÃO CUMPRIRÁ PROMESSAS
Promessas de candidatos são afirmativas e são negativas. Há as coisas que eles juram que vão fazer, e há as que juram que não vão. Quando candidata, a agora presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu transformar a saúde num paraíso. Três dias depois da eleição, Lula testava a opinião pública ameaçando com a volta da CPMF, uma das coisas que ela rechaçara em campanha. A reação não foi boa, e, por enquanto, não se quer falar sobre o assunto. Mas ele voltará.
Dilma também negou com veemência que estivesse pensando num ajuste fiscal. Lembro três oportunidades:
“Com o país crescendo a 7%, com inflação sob controle, com o atual nível de reservas (internacionais)… Eu vou fazer ajuste fiscal para quê, hein? Eu não concordo que o Brasil tenha que se submeter sistematicamente, a cada fim de governo, a um ajuste fiscal”
(Dilma Rousseff em 7 de agosto de 2010)
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“Eu não autorizo nenhuma avaliação a esse respeito. Eu vi as notícias, lamento, mas vou desmenti-las [sobre ajuste fiscal]. Não tem discussão neste sentido dentro da campanha. Ademais, o Brasil de hoje não é igual ao de 2002″
(Dilma Rousseff no dia 23 de agosto de 2010)
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“Eu não vou fazer ajuste fiscal em hipótese alguma por um motivo: o Brasil não precisa mais de ajuste fiscal. Ajuste fiscal consiste em duas coisas: corte absolutamente linear de gastos, né? Vale de salário do funcionalismo a investimento público. Além disso, ele caracteriza também por um regime de caixa”
(Dilma Rousseff no dia 30 de agosto de 2010)
Muito bem. Agora vejam esta entrevista de Guido Mantega, ministro da Fazenda, que será mantido no cargo no governo Dilma. Ele revelou algumas coisinhas ao jornalista Heraldo Pereira, no Jornal da Globo:
Ele está prometendo um… ajuste fiscal, aquele negado por Dilma, mas prefere um eufemismo: “Consolidação dos gastos de custeio”. E o salário do funcionalismo, está claro ali, será um dos fatores do ajuste. Segundo Mantega, já houve muito aumento ao longo de oito anos. Estava com a língua tão solta (por assim dizer) que só faltou considerar: “Pô, já ganhamos a eleição; agora é possível falar a verdade”. E os investimentos? Também serão cortados, segundo se pode entender. Agora, diz Guido, é hora de a iniciativa privada fazer a sua parte.
Pois é… Estamos diante de uma questão política que rende um bom debate. Em 2003 — faz tempo, né? —, escrevi um artigo para a revista da Fundação Teotônio Vilela, do PSDB, em que afirmava que a oposição precisava tomar muito cuidado com o PT porque, para o partido, coerência é uma cruz que deve pesar apenas sobre os ombros dos adversários. Eles não têm qualquer compromisso com a palavra empenhada. Vitoriosos, lembram-se, então que têm algumas obrigações, esperando contar com a “responsabilidade” daqueles que foram satanizados nas urnas como expressões do atraso, do retrocesso e tolices afins.
Querem um bom exemplo? A tal PEC 300, que cria o piso salarial para policiais e iguala os vencimentos às das polícias do Distrito Federal! Trata-se de um baita pepino para o futuro governo Dilma se aprovada. O PMDB quer porque quer. Já se comprometeu com a categoria. O PDT também. De onde o petismo espera socorro? Das oposições! Então vejam que mágica fabulosa: na hora de partir para o abraço, os petistas hostilizam abertamente seus adversários. Com as oposições, os petistas querem dividir apenas uma coisa: o ônus de algumas medidas impopulares.
É vital para a democracia que a oposição pense também na própria sobrevivência. Se o seu papel se resumir a dividir com o governo o ônus das responsabilidades e da governabilidade, estará lascada. Uma das formas de ser responsável com o país é não dando um tiro no próprio pé. O reajuste dos policiais é uma bomba fiscal? É, sim. Dilma não tem poder para vetar uma PEC, mas será poderosa o bastante para mobilizar suas forças no Congresso, onde terá uma larguíssima maioria, para rejeitá-la se assim decidir. A governabilidade é compromisso de todos. Governar é obrigação de quem venceu.
O mesmo se diga sobre o salário mínimo. Mantega está dizendo que o governo quer R$ 540. É um valor para negociar, mas não chegará a R$ 600 de jeito nenhum, proposta do então candidato tucano à Presidência, José Serra. O que deve fazer a oposição? Aquilo que faz em todo o mundo democrático: lutar por sua proposta.
Por Reinaldo Azevedoquarta-feira, 24 de novembro de 2010
A longevidade da moeda criada em 1994 é a prova mais contundente de que Lula mente
Em 28 de fevereiro de 1986, acuado pela escalada da inflação, o governo do presidente José Sarney não se limitou a cortar três zeros do cruzeiro, como fizeram quase todos os antecessores desde os anos 50. Também aposentou a velha moeda e criou o cruzado.
Três anos depois, ainda no governo Sarney, novamente sumiram três zeros e o cruzado foi substituído pelo cruzado novo.
Em 1990, dois meses depois da posse, o presidente Fernando Collor repetiu o truque da troca de nome com zeros a menos, aposentou o cruzado novo e ressuscitou o cruzeiro.
Em agosto de 1993, já com Itamar Franco no lugar de Collor, o governo amputou três zeros do cruzeiro e criou o cruzeiro real.
Em julho de 1994, último ano do governo Itamar, o real nasceu no bojo do plano com o mesmo nome concebido por uma equipe de economistas sob o comando do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Em circulação há 16 anos, a moeda continua exibindo a saúde que faltou às versões anteriores, todas fulminadas pela inflação selvagem.
Instados a lidar com a maldição cinquentenária, Itamar Franco e FHC dispensaram-se de lamúrias, derrotaram o inimigo aparentemente invencível e enjaularam a inflação que parecia indomável. Herdeiro de um país financeiramente estabilizado, Lula foi o único presidente, além do antecessor, que não precisou encomendar à Casa da Moeda cédulas com outro nome, zeros a menos ou zeros a mais. Desde 1994, da menor fração à cédula de 100 reais, nada mudou.
“Recebi um país em péssima situação”, vive mentindo Lula. “Nós assumimos um país com a inflação descontrolada”, vive mentindo Dilma Rousseff. A permanência, a longevidade e a solidez da moeda são a prova mais contundente de que Lula, beneficiário da herança bendita, segue espancando os fatos para expropriar de FHC a paternidade do histórico ponto de inflexão: quem tem menos de 25 anos nem faz ideia do que é inflação.
Em paragens menos embrutecidas, pais-da-pátria que assassinam a verdade em público se arriscam a ter a discurseira interrompida por chuvas de dinheiro metálico. Graças a FHC, Lula e Dilma estão livres desse perigo: há 16 anos, os brasileiros não jogam fora sequer moedas de 5 centavos. A julgar por seu desempenho na campanha eleitoral de 2010, a oposição oficial nunca soube disso.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Médico Roger Abdelmassih é condenado a quase 300 anos de prisão
O médico Roger Abdelmassih, que teve seu registro profissional cassado, foi condenado nesta terça-feira (23) a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica, localizada em uma área nobre da capital paulista. Abdelmassih pode recorrer da decisão em liberdade. O advogado dele, José Luís de Oliveira Lima, confirmou a decisão ao G1 e disse que irá recorrer. Foram três condenações por estupro, algumas por atentado violento ao pudor e houve absolvições.
Abdelmassih, um dos mais renomados especialistas em reprodução assistida do Brasil, com um luxuoso escritório na Avenida Brasil, chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu ao médico o direito de responder o processo em liberdade. Por causa dessa liminar, que ainda não tem uma decisão definitiva, o condenado poderá aguardar em liberdade.
Mais de 200 pessoas foram ouvidas no processo. Entre elas, há 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que dizem ter sido atacadas dentro da clínica do médico. Algumas afirmam que sofreram mais de um abuso sexual. Em interrogatório à Justiça, o médico teria negado os abusos e dito que apenas dava beijos no rosto das pacientes. Segundo ele, o cumprimento afetuoso é uma característica familiar, sem qualquer outra intenção.
Em quantos pedaços Jânio faria Dilma num confronto direto na TV?

Foi um político e o vigésimo segundo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 — data em que renunciou, alegando que "forças ocultas" o obrigavam a esse ato. Em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo pelo PTB. Foi o único sul-mato-grossense presidente do Brasil.
Jânio não alcançou o poder na crista de uma revolução armada, como Getúlio Vargas. Não era rico, não fazia parte de algum clã, não tinha padrinhos, não era dono de jornal, não tinha dinheiro, não era ligado a grupo econômico, não servia aos Estados Unidos nem à Rússia, não era bonito, nem simpático. O que era, então, Jânio Quadros?
Jânio representava a promessa de revolução pela qual o povo ansiava. Embora Jânio fosse considerado um conservador - era declaradamente anticomunista - seu programa de governo foi um programa revolucionário.
Jânio condecorou, no dia 19 de agosto de 1961, com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul Ernesto Che Guevara, o guerrilheiro argentino que fora um dos líderes da revolução cubana - e era ministro daquele país - em agradecimento por Guevara ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba, que estavam condenados ao fuzilamento, exilando-os na Espanha. Jânio fez esse pedido de clemência a Guevara por solicitação de dom Armando Lombardi, Núncio apostólico no Brasil, que o solicitou em nome do Vaticano. A outorga da condecoração foi aprovada no Conselho da Ordem por unanimidade, inclusive pelos três ministros militares.
Em represália ao que foi descrito como um apoio de Jânio ao regime ditatorial de Fidel, nesse mesmo dia, Carlos Lacerda entregou a chave do Estado da Guanabara ao líder anticastrista Manuel Verona, diretor da Frente Revolucionária Democrática Cubana, que se encontrava viajando pelo Brasil em busca de apoio à sua causa.
Mas como seria um debate entre ele e Dilma?
Primeiro quero lembrar que Jânio chegou à presidência da República de forma muito veloz. Em São Paulo, exerceu sucessivamente os cargos de vereador, deputado, prefeito da capital e governador do estado. Tinha um estilo político exibicionista, dramático e demagógico. Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele cunhada: varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era uma vassoura.
Pois bem. Jânio era muito culto e faria a seguinte pergunta a Dilma, verbis:
– Candidata Dilma Rousseff. Minha pergunta magna, neste bloco, será precedida de outras, adjuvantes, que a preparam e justificam. Tem a senhôra curso primário completo? Indago isto porque suas respostas até aqui não apontam para essa remota possibilidade. Se o tiver, gostaria que a candidata declinasse o nome de sua professora, que a esta altura deve ser um senhorinha em justo gozo de seu ócio com dignidade, usufruindo do parco pecúnio que amealhou em vida, ou, mais provavelmente, sobrevivendo à míngua dos proventos previdenciários que seu governo reajustou com impiedosa sovinice. Na pior das hipóteses, ou na melhor, já não o sei, repousa ela em floridos Campos Elíseos. Bem, mas, viva fosse, eu me atreveria a perguntar-lhe: lembra-se de ter dado aulas a uma Dilma Rousseff? Recorda-se de sua presença física em classe, materializando o nome constante na lista de chamada corrida pelo bedel? Em caso positivo, diria a senhôra ter sido ela então sua pior aluna?
Mas, candidata Dilma, na impossibilidade de desfazer desse modo o mistério que cerca sua escolaridade, e que explicaria por linhas tortas sua clamorosa insuficiência intelectual, peço-lhe vênia para ir ao cerne do enigma que nos assombra nesta noite: como ousa a senhôra candidatar-se à Presidência da República?
Precisaríamos de Jânio, de novo, só por uma noite.
O papa e a camisinha. O que disse Bento 16, o que ele não disse e o que ele sempre disse

“Concentrar-se apenas no preservativo equivale a banalizar a sexualidade, e é justamente esta banalização o motivo de tantas pessoas não enxergarem na sexualidade uma expressão do amor, e sim uma espécie de droga, que aplicam a si mesmas.”
“Pode haver certos casos em que o uso do preservativo se justifique, por exemplo, quando uma prostituta usa um profilático. Este pode ser o primeiro passo no sentido de uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade, consciente de que nem tudo está perdido e não se pode fazer tudo aquilo que se deseja.”
As duas falas acima são do papa Bento 16 em entrevista ao escritor alemão Peter Seewald. O encontro deu origem a um livro: “A Luz do Mundo, O Papa, A Igreja e Os Sinais dos Tempos - Uma Conversa com Bento XVI”. O trecho sobre o uso da camisinha ganhou as manchetes do mundo inteiro porque seria a) uma mudança de postura da Igreja; b) um avanço que contribuiria para combater a disseminação da Aids.
Incrível! De algum modo, as duas leituras revelam má consciência em relação ao pensamento da Igreja. Cuidemos da suposta mudança de opinião do papa. Não aconteceu. Segue a mesma no que concerne à sexualidade, e não há hipótese, nem agora nem depois, de o chefe da Igreja “liberar” o uso da camisinha porque não lhe cabe. Ele não é autoridade em saúde pública ou membro de algum comitê de controle da natalidade. É o líder espiritual de uma Igreja e uma referência moral.
Ocorre que todo católico — sejamos mais amplos: todo cristão —, confrontado com o inevitável, tem um compromisso com o mal menor, SEM, NO ENTANTO, JAMAIS ABRIR MÃO, COMO FAZ O PAPA, DE DEFENDER O PRINCÍPIO E DENUNCIAR O DESVIO. Convenham: dada a situação concreta, esperavam que o papa dissesse o quê?
Disseminação da Aids
Vamos ao segundo aspecto: aquela que seria uma nova opinião da Igreja Católica contribuiria para diminuir a disseminação da doença. Isso só seria verdade caso se admitisse como fato que a suposta posição anterior contribuiria para espalhá-la. Igreja Católica não é sexshop, e o papa não é instrutor de assuntos ligados ao baixo ventre. O uso da camisinha é um aspecto de uma doutrina maior que diz respeito ao amor e à sexualidade. Pode-se achar errado, contraproducente ou irrealista o pensamento da Igreja, mas não se deve tomar a parte pelo todo. É estúpido afirmar que a Igreja “é contra a camisinha”; esta é tomada apenas como um sinal do que ela considera a banalização do sexo. Mas ainda não se chegou ao essencial.
A camisinha é condenada como a evidência material de uma decisão que é de natureza moral. Para a Igreja, se há uma relação sexual amorosa, entre cônjuges, que convivem num clima de fidelidade e confiança, o preservativo não se explica. “Ah, mas isso também é polêmico!” Pode até ser, mas a polêmica é outra. É estúpido afirmar que a opinião da Igreja sobre a camisinha contribui para disseminar a Aids pela simples e óbvia razão de que, seguidas as suas recomendações, a transmissão do vírus pela via sexual seria zero. O que não é aceitável é que os indivíduos se esqueçam da Igreja ao ignorar a castidade antes do casamento e a fidelidade no matrimônio para argumentar que seguiram a sua recomendação só na hora de evitar a camisinha. Essa falácia lógica é repetida mundo afora por inimigos da Igreja e comprada pelo jornalismo sem questionamento.
Aids e África
Organizações ligadas ao combate à Aids na África saudaram a “mudança de opinião”. Huuummm… Curioso! Em muitos países do continente, a contaminação chega a atingir até 40% da população. Em Uganda, caiu para 7% — índice ainda escandaloso caso se considere a realidade mundial. E qual é a particularidade desse país? Um forte programa oficial que prega abstenção sexual aos solteiros e fidelidade aos casados. A camisinha é apenas o terceiro elemento na pregação oficial. Em suma, Uganda exerce aquela que seria, caso se lhe coubesse tal papel, o programa do Papa de combate à Aids. E o efeito é positivo. Contra os fatos e contra os números, a Human Rights Watch afirma que a política ungandense atenta contra os direitos humanos…
Edward Green (foto) é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. O que ele diz? O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo?Em entrevistasa concedidas no ano passado aos sites National Review Online (NRO) e Ilsussidiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” - literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, freqüentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.
O papa, em última instância, está afirmando o óbvio: se o indivíduo DECIDIU ter uma relação de risco, é claro que ele deve se proteger. A Igreja não atua nessa área. Seu papel é buscar interferir nos mecanismos que o levam àquela decisão.
PAPA EXPLICA AUTORIZAÇÃO PARA CAMISINHA
Justificativa para uso vale para mulheres e homens, esclareceu o Papa.
Em livro de entrevistas, ele também afirma que homossexualidade é injusta.
O Papa Bento XVI fez, em livro, uma declaração histórica reconhecendo que o uso de camisinhas é moralmente justificável em alguns casos para prevenir contra a Aids. E a justificativa vale não apenas para garotos de programa homossexuais, mas também para heterossexuais e transexuais, disse o Vaticano nesta terça-feira (13).
O esclarecimento, o mais recente passo em direção ao que está sendo visto como uma mudança significativa na política da Igreja Católica no assunto, foi feito durante uma entrevista para divulgar o novo livro do papa: 'Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times' (Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos).
No livro, uma longa entrevista com o jornalista católico alemão Peter Seewald, o papa usou o exemplo de que um garoto de programa estaria justificado em usar uma camisinha para prevenir contra a transmissão da doença.
O esclarecimento foi necessário porque as versões em alemão, inglês e francês do livro usaram o artigo masculino ao se referir ao 'garoto de programa', mas a versão italiana usou o artigo feminino ('prostituta').
O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse nesta terça que havia perguntado ao papa diretamente sobre isso para esclarecer seu pensamento.
'Perguntei ao papa pessoalmente se havia uma distinção séria entre o uso do masculino ao invés do feminino e ele disse 'não'', disse Lombardi.
'Ou seja, a questão é que (o uso da camisinha) deveria ser o primeiro passo em direção à responsabilidade de se tornar ciente do risco à vida de outra pessoa com quem se está tendo uma relação', disse Lombardi.
'Se é um homem, uma mulher ou um transexual que faz isso, defendemos sempre o mesmo ponto, de que é o primeiro passo de responsabilidade para prevenir contra a transmissão de um grave risco ao outro.'
A Igreja vem dizendo há décadas que camisinhas não fazem parte da solução no combate à Aids, apesar de não existir nenhuma política formal sobre o assunto em qualquer documento do Vaticano.
No livro, o papa diz que o uso de camisinhas deveria ser visto como 'o primeiro passo em direção à moralização', mesmo que camisinhas 'não sejam realmente a forma de lidar com o mal da infecção do HIV'.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Agora é pra valer: PT declara guerra à imprensa livre

Para o PT, são quatro os objetivos estratégicos do novo governo:
- erradicar a pobreza absoluta;
- reagir à crise internacional que hoje assume a feição do conflito cambial;
- fazer a reforma política;
- democratizar os meios de comunicação.
“Democratizar”, em petês (PTs), significa “controlar” em português.
Voltem ao documento e reparem que a questão da “mídia”, como eles chamam, foi a que ocupou mais tempo do redator. E o partido deixa claro que não se trata, sei lá, de uma questão jurídica ou outra que estariam por ser resolvidas. Não! Os petistas querem um “debate qualificado acerca do conservadorismo que se incrustou em setores da sociedade e dos meios de comunicação”
“Incrustar”, nesse sentido, quer dizer “alojar-se”, “esconder-se”, “acoitar-se”, como se esses supostos conservadores fossem, sei lá eu, bandidos, uma gente má, que precisa, para recorrer a um verbo da predileção de Lula, ser “extirpada”. Não se enganem: a natureza do lobo continua a ser a mesma. Não vai mudar. Mas atenção! O PT quer preservar a liberdade de expressão, tá? Seguindo os passos daquele “companheiro” iraniano dos petistas
Todos devem ser livres. Isso só depende “do que querem dizer”…
O documento também tem um lado cômico, quando identifica o PT como “partido de esquerda e socialista”. Essas palavras, obviamente, não valem pelo seu valor histórico. Modernamente, querem dizer apenas que o PT se considera monopolista das tais “lutas populares” e que, de fato, conserva o mesmo horror à democracia que marca a história das esquerda.
É preciso saber ler: a resolução política do PT é uma declaração de guerra à imprensa livre. E vai se dar em várias frentes: 1) na legal, tentando aterrorizar as empresas de radiodifusão por intermédio das concessões públicas; 2) na política, tentando patrulhar o pensamento divergente; 3) na econômica, tentando asfixiar as fontes de financiamento do jornalismo independente e financiando regiamente os áulicos.
Ainda bem que eles não podem atacar nosso blog.
PAPA DEFENDE USO DE CAMISINHA

A afirmação foi divulgada pelo L'Osservatore Romano, jornal do Vaticano, que publicou trechos de um livro baseado em uma série de entrevistas com o pontífice.
Bento XVI destacou, entretanto, que o preservativo não deve ser considerado “o caminho para lidar com o mal da infecção pelo HIV". O papa disse ainda que a “obsessão quanto à camisinha implica a banalização da sexualidade”, o que tornaria o sexo não mais uma expressão do amor, “mas somente uma espécie de droga que as pessoas administram a si mesmas”.
O porta voz do Vaticano, Federico Lombardi, deu um comunicado oficial pelo qual as manifestações de Bento XVI "não reformam ou mudam as doutrinhas da Igreja, mas as reafirmam, na perspectiva no valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade". Lombardi disse que o Papa não justifica moralmente o exercício "desordenado mas considera que o uso profilático para diminuir o risco de contágio de AIDS "é um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo para uma sexualidade mais humana".
O uso da camisinha só deve ser aceito em alguns casos, como o de prostitutos, o uso pode representar um passo para assumir responsabilidade "com o objetivo de reduzir o risco de infecção".
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Henrique Meirelles responsabiliza Silvio Santos por rombo de 2,5 bilhões de reais nas contas do Panamericano
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, responsabilizou o apresentador e empresário Silvio Santos, controlador do banco Panamericano, pelo rombo de 2,5 bilhões de reais detectado nas contas da instituição financeira. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Meirelles disse que Silvio deveria ter descoberto a fraude que se passava no banco.“O responsável número 1 é o acionista majoritário. Em seguida, os órgãos de controle da instituição: os conselhos, a auditoria interna, controles internos etc. Além do controle externo, do ponto de vista do mercado/ investidores, que é feito pela auditoria externa. Essa é a linha de responsabilização direta pela integralidade dos resultados contábeis da instituição. O trabalho de supervisão do BC faz uma série de avaliações que não substituem os controles internos e a auditoria externa”, afirmou Meirelles.
A fraude foi percebida durante a análise das operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo. Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações. Ao reconhecer a falha, Silvio Santos tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.
Na semana passada, o apresentador fechou um acordo com o BC para ter acesso a um empréstimo de 2,5 bilhões de reais para “salvar” o Panamericano. Em troca, o Grupo Silvio Santos ofereceu como garantia os bens do patrimônio empresarial – que incluem o STB e o Baú da Felicidade. A fraude sofrida pelo banco foi detectada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do BC. Meirelles também rebateu as críticas a respeito da demora da autoridade monetária para detectar as inconsistências contábeis:
“O BC agiu a tempo de não causar prejuízo ao poder público, aos depositantes, ao sistema financeiro e à economia. O único prejudicado foi o acionista controlador, que assumiu o prejuízo de acordo com a lei - corretamente - e era, em última análise, o responsável”, disse o presidente do BC ao jornal.
Os Três Porquinhos do PT, segundo Dilma

"O Diretório Nacional do PT se reuniu hoje, em Brasília, para celebrar a vitória de Dilma Rousseff na disputa presidencial. Ela discursou. Emocionou-se. Viu-se até uma furtiva lágrima. Vai melhorando o seu desempenho midiático. E começa a seguir a trilha de Lula ao exercitar certa descontração, como posso dizer?, bruta. Fez um agradecimento especial a José Eduardo Dutra, presidente do partido, ao secretário geral, José Eduardo Cardozo, e ao ex-ministro Antônio Palocci. Tratou-os publicamente por um apelido um tanto depreciativo, que circulava nos bastidores: “Os Três Porquinhos”. Palocci, um porquinho ausente hoje, acompanhava Dilma em suas expedições ao mundo do capital. Os outros dois porquinhos costumavam se colocar como anjos custódios quando Dilma concedia entrevistas. Hoje, na pré-história do governo Dilma, a coisa parece fofa e simpática. “Porco” é sempre uma metáfora perigosa ao fim de quatro anos de mandato."
Por Reinaldo Azevedo
Presidente do Guarany de Sobral é o 'Eurico do Sertão'

Luiz Torquato se espelha no ex-presidente vascaíno para gerir o campeão da Série D
São poucos os que não abrem um sorriso ao falar de Luiz Torquato. A reação, obrigatoriamente, passa pelo folclore que cerca o presidente do conselho deliberativo do Guarany-CE, atual campeão brasileiro da Série D.
Afinal, o cartola, admirador confesso de Eurico Miranda, protagoniza há 28 anos polêmicas das mais variadas à frente do clube – de discussões a tiros contra jogadores. Agora, após o primeiro grande título, quer descanso, mas não consegue abandonar sua paixão. “Sou fã incondicional do Eurico Miranda porque ele e a família amam o Vasco. Os outros são interesseiros, não valem nada”, diz.
Luiz chegou ao Guarany em 1982, época em que o clube andava praticamente abandonado. Seus métodos, desde o início, eram questionados: brigava com jogadores, intimidava árbitros e ignorava os princípios da administração.Sem a gestão devida, viu o Cacique do Vale passar por dificuldades e perder seus bens – a sede do clube foi a leilão, mas, arrematada pela prefeitura, foi devolvida ao dono original.
Os problemas não ameaçavam sua permanência à frente do Guarany. Afinal, a política do clube sempre foi resolvida em casa: dos 21 membros do conselho deliberativo, 16 fazem parte da família Torquato, enquanto os outros cinco são amigos.
A cada dois anos, o grupo se reúne para escolher o novo presidente. Esposa e o filho mais velho, Luizinho, são alguns dos que passaram pelo cargo – o último é o atual mandatário. Mesmo fora da presidência, Luiz ainda é responsável por boa parte das decisões do Guarany.
FONTE: BLOG DO ZEZÃO
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Juíza decide dar direito a 2º Enem a todos que rasuraram gabarito
A juíza federal do Ceará Karla de Almeida Miranda Maia - a mesma que havia suspendido o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) - decidiu agora que a segunda prova do exame deve ser aplicada a todos os estudantes que alegarem ter invertido as respostas no gabarito induzidos pelo erro na folha de respostas. Cabe recurso.
O Ministério da Educação (MEC) assumiu que os cabeçalhos do gabarito estavam invertidos em relação ao caderno de perguntas. Enquanto na prova as questões de Ciências Humanas eram as de 1 a 45 e as de Ciências da Natureza as de 46 a 90, na folha de respostas estava escrito o contrário. Os fiscais foram orientados a pedir que as respostas seguissem a ordem numérica, mas há relatos de estudantes que não receberam o recado ou já haviam rasurado o gabarito. O ministério fez então um site para que as pessoas que responderam de forma invertida informem que o fizeram para que a correção seja feita da mesma maneira, mas a juíza acha que isso não resolve todos os casos.
"O protocolo de simples requerimento no sítio do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), não atende a algumas situações peculiares. Conforme relatos de candidatos que encaminharam centenas de e-mails recebidos pela Diretoria desta Vara Federal, eles foram orientados pelos fiscais de sala a marcar os cartões-respostas seguindo a ordem cronológica das questões e, em seguida, quando já havia sido iniciada a marcação foram orientados tardiamente a proceder de outra maneira, seguindo o título da área de conhecimento. Esse fato gerou uma distorção", diz em sua decisão, em que ainda classifica a segurança da prova como "frouxa" por conta do ingresso de celulares e diz que os fiscais estavam "despreparados".
Prova amarela
Em relação ao pedido do Ministério Público Federal de que todos os estudantes que fizeram a prova amarela possam refazer o teste, ela aceita a proposta do MEC de que os prejudicados se cadastrem no site, porém pede prorrogação do prazo, que inicialmente seria a próxima sexta-feira (19) para o dia 26. Ela também não aceita que as atas dos fiscais sejam levadas como critério para decidir se houve ou não prejuízo de algum candidato: "Não restam quaisquer dúvidas de que os alunos que receberam tais provas foram prejudicados, tanto é que o próprio Inep assim reconhece. Não há razão para submeter estes alunos a triagem".
terça-feira, 16 de novembro de 2010
GOLPE CONTRA O GUARANY DE SOBRAL
Contudo, a Federação Cearense de Futebol, presidida pelo Dr. Mauro Carmélio, a fim de evitar uma comemoração de título sem troféu, trouxe o troféu Governador Cid Ferreira Gomes para a comemoração. A entrega do troféu ao capitão Vantuir foi feita pelo próprio Governador. Após a entrega, os jogadores deram a tradicional volta olímpica, onde foram aplaudidos por todos os torcedores presentes no estádio.
Apesar de conseguir o resultado dentro de campo, a CBF ainda não vai homologar o Guarany (CE) como campeão, até que se julgue o recurso do clube amazonense, mas que ainda não tem data marcada para acontecer. A possibilidade é que se julgue em dezembro.